4.2 Estamos a produzir um número muito elevado de novas substâncias
As pessoas são muito inteligentes. Conseguimos transformar substâncias naturais em substâncias químicas. As substâncias químicas são feitas a partir de materiais que já existem na natureza ou na crosta terrestre, mas que transformamos através de vários processos biológicos, físicos ou químicos, de modo a criar substâncias completamente novas. A natureza não sabe o que fazer com isso.

Plástico e afins
Desenvolvemos inúmeros tipos de plásticos com endurecedores, plastificantes, retardadores de chama, pigmentos químicos, etc. A natureza não consegue decompor bem estas substâncias nos seus ciclos naturais e a decomposição ou transformação demora imenso tempo.

A «sopa» de plástico no Oceano Pacífico ocupa uma área de 1,6 milhões de km². Isso equivale a 3 vezes a França!

Mas também podes pensar em herbicidas, fungicidas, refrigerantes para aparelhos de ar condicionado, pigmentos de tinta, solventes, MDF/aglomerado, resinas e formaldeído em materiais de isolamento. A lista de substâncias químicas é longa e todas estas substâncias acumulam-se debaixo da campânula de vidro.
Na prática, não é viável testar todas as substâncias para verificar se têm efeitos nocivos. Todos os dias surgem novas substâncias e a investigação sobre os efeitos a curto e longo prazo consome imenso tempo e dinheiro. As substâncias nocivas cujos efeitos já conhecemos, muitas vezes já foram proibidas, mesmo que, por vezes, voltem a aparecer de forma indireta noutros produtos. Seja no desenvolvimento de medicamentos, de produtos fitossanitários, de aditivos alimentares, de novos tipos de tintas, na utilização de plásticos ou de isolamentos.
Reunimos todos estes exemplos e atribuímos-lhes uma única causa principal:
